Fotovoltaica NIlson

Diretor-geral do Idene, Nilson Borges; gerente regional Sebrae Norte, Cláudio Oliveira; presidente da Adenor, Alexandre Ramos; e o presidente da ACI, Newton Figueiredo 

 

 

Dentro da Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços – Fenics 2019, que ocorreu de 12 a 15 de setembro, em Montes Claros, o Seminário “Tendências e Oportunidades do Segmento de Energia Solar Fotovoltaica” foi uma das principais atrações. O evento foi promovido pelo Governo do Estado -- por meio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) – e pelo Sebrae MG. Os especialistas reafirmaram as condições favoráveis de Minas para geração de energia e atração de empreendimentos.

Ao abrir o seminário, o diretor-geral do Idene, Nilson Borges, ressaltou a importância de se discutir projetos estruturantes e de relevância para a região em uma feira de produtos e negócios. “A energia solar fotovoltaica é uma realidade e tem crescido com novas expectativas de investimentos a cada dia. Isso se traduz em desenvolvimento, geração de emprego e renda nos municípios, além da sustentabilidade dos empreendimentos”, afirma.

O presidente da Comissão de Energias Renováveis da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Gil Pereira, fez uma exposição mostrando o quanto a legislação mineira avançou nos últimos anos e foi capaz de tornar o estado um dos principais destinos de investimentos no segmento de energia solar fotovoltaica. “O Estado não apenas se adaptou à legislação nacional, mas criou leis específicas a fim de ser tonar competitivo nesse novo cenário das energias, com excelentes resultados”, observa.

O arcabouço regulatório, que tem foco na legislação tributária, é considerado fundamental para o desenvolvimento do setor. A partir daí há um alinhamento com o recurso natural abundante em Minas Gerais. O diretor técnico do Idene, Guilherme Duarte, falou de inovação em energias, com destaque para energia solar fotovoltaica. Ele trouxe à tona a inovação regulatória e tecnológica.

Duarte destacou os dois temas, porque a tecnologia por si só não garante a sua utilização. “Ou seja, precisamos de legislação sempre atualizada para a permissão de novas tecnologias. Outro ponto é a inovação no modo como as empresas prestam serviços para atender a real necessidade do consumidor”, explica.

O diretor disse que a geração de energia não é simplesmente para jogar na rede como historicamente foi. Hoje é um segmento em que as pessoas podem gerar sua própria energia; comprar a energia de uma usina no sistema de geração distribuída para reduzir a conta; ou ainda gerar energia no Norte de Minas e compensar a conta em Belo Horizonte, por exemplo. “Se quem trabalha nesse setor não olhar para essas possiblidades de como a sociedade demanda esses produtos, acaba perdendo o bonde.  A gente tem que inovar na maneira como presta esse serviço”, argumenta.

O assessor técnico do Sebrae MG, João Paulo Palmieri, expôs as oportunidades do setor, principalmente junto ao público de pequenas e médias empresas. Ele insistiu como elas podem se conectar no segmento de energia solar fotovoltaica, por meio da prestação de serviços ou de equipamentos. “É um setor que gera emprego e renda, pois são muitos investimentos, por isso trouxemos a percepção do Sebrae de como as pequenas e médias empresas, foco de nossa atuação, devem se conectar à cadeia de energia solar fotovoltaica”, disse Palmieri.

Linhas de crédito para fotovoltaica

O crédito sempre foi um desafio para o crescimento da energia solar fotovoltaica, mas os especialistas e empresários disseram que essa realidade está mudando. Os bancos passaram a oferecer modalidades de financiamento, construindo linhas adequadas. Dois bancos públicos se apresentaram no evento: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com forte atuação na região Norte de Minas, onde possui diversas agências.

O banco mineiro mostrou que possui a linha de crédito BDMG Fotovoltaica para se adequar melhor às demandas. O crédito tradicional não previa as especificidades trazidas na nova modalidade, como amortização de capital e uma necessidade de volume de capital a ser implementado. Com o acesso ao crédito melhorado, Minas Gerais continua na liderança de geração distribuída (painéis em casas ou empresas) de energia solar fotovoltaica e, na área de geração centralizada (grandes parques), tem uma previsão de expansão para que, nos próximos anos, seja também o primeiro colocado.

O diretor de Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Ladeira, mostrou no seminário o “Sol de Minas”, que está dentro do programa Vem pra Minas, cujo objetivo é atrair a geração de energia fotovoltaica. O objetivo é apoiar os municípios para que eles tenham mais participação no mercado de energia solar. O “Sol de Minas” prevê ações de simplificação de licenciamento ambiental para pequenas usinas fotovoltaicas.

“Minas Gerais hoje desponta como o estado com maior geração fotovoltaica no país, em torno de 20% dessa modalidade de energia no pais. O Norte e Noroeste do Estado são as regiões que têm os melhores índices solarimétricos”, conclamou Ladeira para que as pessoas conheçam o Sol de Minas.

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